30 de janeiro de 2012

Agrotóxico

Colhi o meu morango mais promissor
Meio maduro, meio verde
E o preguei na parede
De presente para você,

Que o olhou, se emocionou,
Agradeceu e se virou.
Foi embora.
E o morango apodreceu.

Se o tivesse apreciado, realmente,
Teria o comido
Profanado a minha arte, se deliciado.
E, como fizeste com a minha carne, talvez,
cuspido fora.

Envio meus agrotóxicos para Strawberry Fields Forever.
E por consequência,
Alimento-me hoje apenas de amendoim e cinzas de incenso.

4 de janeiro de 2012

No more divas

Você permaneceu naquela posição por um tempo infinito
Para mim, faltou ainda dar alguns retoques.
Sujei minhas mãos de vermelho-sangue
Com as tuas cores
Com o teu negro e o amarelo (do teu sorriso amarelo)!
Gastei todas as minhas tintas
com você.
Todo o meu vocabulário.
- Ei, não se mova!
Eu devia imaginar que musas do teu feitio
Não sabem posar
Para um poema.


20 de setembro de 2011

Gato Noturno

No jardim vazio o gatinho se move
Para a frente
De vagarinho
Irreversível.
Ele salta no escuro
No meio das folhagens
E, todo dramático,
Mata a sede numa poça d'água.

A língua, ferina, áspera
mas pequeninha,
o entrega:
é a única coisa que foge
da sua atitude de agente secreto.

Eu estou cultivando um Gregor Samsa em mim

Eu estou cultivando um Gregor Samsa em mim.
Meu primeiro exoesqueleto.
Uma carapaça dura
E tosca
Que cobre meus braços, minhas mãos
E sei que também meu rosto... Tudo.

Você irá dizer que é auto-proteção,
mas isto é tão dolorido quanto as cascas
que recobrem as feridas.
- E para quê mais elas serviriam?

Sinto que esse vigoroso material está cada vez mais grosso.
Exfoliar, nessa altura, seria um retrocesso.
Quando atingir sua máxima rigidez
Tudo rachará e cairá
Como um ovo que trinca para revelar um dinossauro
Ou uma ema.

15 de setembro de 2011

Insetos na luz

Era o último óscar
Inovador.
Ótima fotografia.

E voavam algumas mariposas na sala de projeção.

Ora verdes, ora azuis,
[Elas que deveriam ser tão marronzinhas]
Coloriam-se contra a luz do filme.

Folhinhas de outono que
Pairam no ar
Caindo eternamente.

Imagens holográficas
De um filme que era 2d.

Fiquei o tempo todo obcecado
Tentando prestar atenção na história
E sem tirar os olhos daqueles bichinhos.

Eu não sabia se mais me alegravam com o voo
Ou irritavam com a impertinência.

No final das contas,
Perdi o final feliz.
Minha companhia foi embora,
me achou meio ausente.

Mal sabia ela que era eu
Quem mais estava alí.

22 de julho de 2011

Monotom

Fui enquadrado
E catalogado.
Predestinado
A ser um eterno cretino.
Desculpe a sinceridade,
Mas nem me abriram!
Mal me examinaram!
Creio ter direito a um julgamento.
Cadê meu acusador?
Revirem meus bolsos,
Procurem meus mortos aqui no meu paletó.
Investiguem meu passado
Virem-me do avesso!

Adoraria ser humilde,
Mas sou obrigado a me delatar.

Talvez pior que ser subestimado
Seja ser enformado,
Reduzido a uma empada.

16 de julho de 2011

De profundis


Acordei agorinha
De um coma profundo
E induzido
Sugestionado
Por um levantar de sobrancelhas.

Um iceberg na testa que me fez hibernar
Afundar
Tecer um casulo
Pra me entrar pra dentro de mim
E me trancar.

Mas, glória!, terminou meu pesar.
Abro os olhos
Submerjo.
Voltei mais feio e pessimista que uma lagarta
Mais festivo que um urso polar
da coca-cola.


26 de junho de 2011

Frio de lá



Quero estar bem longe quando chegar o inverno.

Vou me refugiar no frio de lá

Que tem uma frieza diferente –

Uma quentura mais quente.


Lá tem chão de madeira,

Chiado de chaleira,

Fogo no fogão, na lareira

Lá tem pinhão.


Tem de manhã cedinho

Bicicleta na rua

E no finzinho do dia

Um restinho de lua.


Tem amigo na varanda contando bobagem

Tem poejo.


Lá, só o termômetro passa frio.

20 de junho de 2011

Poema para aniversário de mãe distante




Toda vez que eu dobrava aquela camisa
Vinha o vento pela janela
E, sorrateiro,
Atirava-a no chão.
Uma lufada certeira
Como um gato que pula na cama,
Depois pula na mala
E leva embora uma peça para aquecer seu ninho.

Ficamos naquela disputa ainda por algum tempo
Eu tentando me despedir
E o gato-vento
Me pedindo para ficar.

O nome desse gato é Mãe.

14 de junho de 2011

Poema-Caneca


De tudo o que já experimentei nessa vida,

O teu café foi a bebida mais forte.

Quase no ponto.

Nem espresso, nem passado

Solúvel: presente.

Um gosto amargo na língua, doce nos olhos, salgado na pele.

Sequei a xícara em três goles.

[Pensei que fosse uísque -

Um legítimo cauboi]

E já levemente embriagado

Eu pedi mais.

27 de abril de 2011

Café lavado

Acho que tem sabão no meu café
Está doce!
A caneca é grande...
Ela me olha
Com aquele olho negro
Que eu às vezes eu penso engolir.
E ainda há tanto café!

Acho que caiu um pouco de sabão no meu olho
Está doce,
Insuportável!
Mal posso enxergar.
Gostaria que visse como é verde minha íris
Mas meu olho se fechou.

A caneca agora está aqui, vazia
Não fui eu, não.
Foi meu olho.
Eu nem gosto de café.

18 de maio de 2010

Não deixe sua bicicleta montar em você

Mesmo tendo sido abandonado há quase 1 ano, o blogdeGaragem recebeu alguns visitantes e até comentários nos últimos meses. Fiquei muito feliz. Resolvi voltar - mais uma vez!
Muita aconteceu comigo nesse período. Resumindo, meu cachorro morreu, ganhei outro, da mesma raça e com a mesma cor - chamado Horácio, viajei para Fortaleza com planos de fixar residência mas não deu certo, abandonei minha facul de biomedicina em Santa Maria-RS e agora estou em Curitiba cursando odontologia. Ah, voltei a fazer teatro!
Curitiba me inspirou a cometer um ato de insanidade. Aqui tudo é evoluído. A cidade é toda pensada para reduzir o impacto ambiental e facilitar a mobilidade. É, não foi do nada que eu tive a ideia de comprar um bicicleta. Tudo me estimulava a fazê-lo. As pessoas na rua, o saco que é pegar onibus - por mais que aqui seja um sistema muito bom -, a ciclovia que tem da minha casa até a facul, a capa do meu caderno com um ciclista, reportagens falando dos prazeres de pedalar e dos benefícios, etc.
Comprei a bicicleta pela intenet. Ainda nem comecei a pagar. Fiquei dias numa ansiedade até recebê-la. DES-MON-TA-DA. Fiquei mais alguns dias ansioso enquanto ela ficava na oficina. Detalhe: eu levei a caixa enorme de 20 kg até a oficina no muque. Outro detalhe: a oficina fica a 4km da minha casa. Eu parava de poste em poste para descansar. A caixa rasgou. Larguei ela em cima de cocô de cachorro e acabei sujando minha roupa. Foi um horror. Levei duas horas. E a bike lá dentro, nem rangia, como se quisesse demonstrar que não tinha culpa - mas bem que tava gostando!

Hoje a bonita está aqui em casa. E daqui de casa ainda não saiu. Eu esqueci o quanto chove nessa cidade!
Ela vai ficar mal acostumada...

20 de junho de 2009

Classe baixa faz reinvindicação

"Pobres de nós, menos favorecidos, por termos de suportar todo esse peso!
Somos usados em todo tipo de trabalho. Somos forçados contra todo tipo de solo.
E nem por isso você olha por onde anda.
Temos que "tatear" o chão como ceguinhos sem bengala, arriscando encontrar terrenos acidentados, pedras, materiais cortantes e sujeira.
Ah, e como é angustiante quando você não enxerga aquele degrau - sempre ele!
Estamos preparados para dar mais um passo! E... quando o fazemos... ele nao termina... afunda. Caímos. É um choque!
Sem falar da proteção que você nos fornece: estes sapatos apertados e de péssimo gosto.
É isso o que recebemos por te levar para todo lado e por te equilibrar na mureta da calçada: ingratidão e mais ingratidão.
Você só sabe elogiar as mãos... falar de como elas são ágeis e produtivas... de como elas são sincronizadas! E de nós você lembra?
Ultimamente não temos tido muita frieira, mas nossos calcâneos estão quase à mostra de tão rachados que estamos.
Evitamos falar aqui de chulé, umidade e joanetes para não nos tornarmos desagradáveis.
Sorte que você é um homem. Não suportaríamos sapatos de salto!

Só queremos que você olhe um pouco para nós, converse e nos trate melhor... Talvez um pouco de contato direto com uma graminha macia aos domingos...
Óra! Somos pés, mas temos sentimentos, ok?"

8 de maio de 2009

Bigornada do mês

E a Bigornada do Mês vai para... Sim, ela! YEDA CRUSIUS!

Obviamente que a nossa governadora está recebendo tal condecoração tardiamente. Porém, como só bolei a idéia da bigornada do mês agora, nada mais justo do que ELA ser a primeira homenageada.
Apresentarei meus motivos:

1) Yeda se mostrou incapaz de dialogar com o seu próprio vice. Ela e Paulo Feijó trocaram farpas publicamente. Um belo início de governo.
2) Vários secretários do seu governo foram exonerados por envolvimento com corrupção e desvio de dinheiro público, gerando uma baita crise política que continua se estendendo. O uso de estatais para o financiamento de campanhas eleitorais foi descoberto através de grampos telefônicos da Polícia Federal.
3) Aumentou seu salário em 144%.
4) Mas, para compensar, demitiu centenas de funcionários públicos.
5) SUCATEOU a educação do estado fechando escolas, aumentando para até 50 alunos em cada sala de aula, impossibilitando o controle de uma turma por parte do professor e prejudicando o aprendizado. Tudo isso para não contratar novos professores.
6) Planejou uma reformulação no plano de carreira dos professores, tirando benefícios e alterando o piso salarial nacional para TETO MÁXIMO ESTADUAL.
7) As explicações da governadora ao Ministério Público de Contas sobre a compra de uma casa foram consideradas insuficientes para esclarecer o negócio. Yeda declarou ter comprado a casa por R$ 750 mil em dezembro de 2006 - valor superior ao da declaração de bens que apresentou antes da campanha (R$ 674 mil). O rolo envolveu o Banrisul, que só cobrou a dívida contra Eduardo Laranja da Fonseca, que vendeu uma casa a Yeda, depois que o escândalo veio à tona e se tornou foco da crise política.
8) Yeda está massacrando os movimentos sociais. Quer acabar com as escolas itinerantes do MST, reconhecidas a nível nacional como um projeto social de qualidade. Não soube dialogar com os professores e outros servidores públicos. Mandou a Brigada Militar reprimir manifestantes com violência.
9) É arrogante. Na foto em destaque, ela fez sinal para que os professores em frente ao palácio se calassem!!!! Provou que nao sabe valorizar a profissão e que a educação não está entre as suas prioridades. Desmereceu as reinvindicações dos docentes; foi estúpida.
10) Yeda não entendeu que está a frente de um governo, e nao de uma empresa. Existe algo além do controle das finanças do Estado. Existe a vida dos gaúchos. Hello, Yedinha!
Não é pelo fato de ser mulher ou de não ter nascido gaúcha. Pelo contrário. Não tenho nada contra isso. A questão é que Yeda provou que NÃO SABE GOVERNAR.
Queremos alguém que represente e defenda as massas e não os interesses dos gigantes. Queremos alguém que faça bem ao nosso povo.


Somos obrigados a aturar o resto de um governo fadado ao fracasso?

Se alguém lembrar de mais algum motivo... comenta ai ;)

23 de julho de 2008

EU x Lenine

Recebi um Meme do No Meio da Lanterna dos Afogados (valeu cara!! :) que funciona da seguinte maneira:

I - Escolha uma banda;

II- Responda somente com os títulos das canções;

Eu poderia me inspirar no nome do blog que me mandou o meme e colocas as músicas do Paralamas, que eu adóóóóóóóóro.
Mas to numa fase mais LENINE

1. Descreva-se: O Homem dos Olhos de Raio X

2. O que as pessoas acham de você: Todas Elas juntas num só ser

3. Descreva sua última relação: Hoje Eu Quero sair só

4. Descreva sua atual relação: O que Me Interessa

5. Onde você queria estar agora: O Último Pôr-do-sol

6. O que você pensa sobre o amor: Tudo Por Acaso

7. Como é sua vida: Vida de Viajante

8. Se você tivesse direito a apenas um desejo: Paciência

9. Uma frase sábia: 'A vida é tão rara'

10. Uma frase para os próximos: 'Se não tá bom, melhora'



Repasso este para:

Leite e Biscoitos

Antologia Racional

Saulo Guimarães


Galeeeera, to estreiando o novo layout do blog. Eu achei beeeeem melhor que aquele antigo verde!

Abraço

19 de julho de 2008

Eu Coringa

"...O fato de ele ser um ser humano de verdade resulta, portanto, numa força realmente perigosa."
Christopher Nolan, diretor de Batman - Cavaleiro das Trevas, falando sobre o persongem Coringa.

Garanto que não fui influenciado pelo mistério da morte de Heath Ledger nem pelo tão esperado novo filme do Batman. Após ter sido Harry Potter e Elvis Presley, dicidi que na Festa à Fantasia de 2008 eu seria o diabólico Coringa!

Mesmo estando HIPER atarefado com todos os preparativos para a festa, consegui um tempinho pra planejar a fantasia, que não ficou lá grandes coisas. A maquiagem é uma produção Bruna Müller e Maíra Bergonci. Hehehe. Valeu, gurias!

Durante a festa, passei a maior parte do tempo correndo, resolvendo pepinos. Garanto que senti, lá no fundo, o meu sangue pulsando como Coringa. Não tive tempo para ser tomado pelo personagem, mas foi muito divertido.

Deu pra extravazar.

Novas notícias - sensacionalistas, claro - estão atribuindo a morte do ator Heath Leader ao pesadelo psicológico que teria sido interpretar o personagem. É uma histórinha bem interessante. Independente de ser apenas uma discussão boba ou uma assunto a ser estudado, fico mais tranqüilo por não ter encarnado o Sr. Coringa completamente.

Eu represento o caos, a anarquia.
O excesso de regras torna o mundo chato.
Estou aqui para bagunçar o coreto, ou, como diz o mordomo Alfred (Michael Caine), "para ver o mundo pegar fogo".

5 de julho de 2008

quem lê é viado.



Depois dessa, quase excluí meu orkut!
E olha que nem destaquei os termos do 'internetês' e coisas do gênero.

15 de maio de 2008

Um caso para esquecer.

Eu queria muito, muito mesmo, não falar sobre isso.
Mas é inevitável. É mais que inevitável. É indispensável.
Não dá para passar em branco.

Moro na rua da escola em que completei o ensino fundamental. A duas quadras dela. Sinto uma imensa saudade de todas as coisas que vivi lá. Os primeiros amores, os primeiros beijos, as primeiras letras escritas, tudo. Mas, hoje, isso não vem ao caso.

Após as cinco horas da tarde posso acompanhar uma penca de alunos passaram aqui na frente. A maioria não tem mais que 9 anos. Toco de gente, como diria uma amiga minha.
Não é meu costume observá-los, até por que geralmente não estou em casa nesse horário.
Mas essa semana ouvi algo que merece ser comentado.

Um desses pequenos estudantes gritou no meio da rua:
- Quem matou Ana Carolina Jatobá?
Assim como quem pergunta "quem matou Odete Roittmann?" ou "quem matou Lineu Vasconcelos?"

É claro que não estou culpando a inocente criança pelo informação errônea. Nem pelo tom da frase. Mas se pode concluir que a mídia está confundindo a cabeça de todo mundo, numa busca por audiência. O povo fica atordoado, perplexo, se sente envolvido e tenta até fazer justiça com as próprias mãos.
Trata-se de mais um programa interativo, de mais uma minissérie da TV Globo, afiliadas e concorrentes.
Já ultrapassaram os limites da seriedade; a distância que se deveria manter em respeito às principais vítimas, ou seja, todos os envolvidos.

Eu tinha esperanças de que o pai de Isabella Nardoni e a madrasta estivessem falando a verdade.
É horripilante pensar que existem pais que matam filhos.
Diante dos últimos fatos não há dúvidas de que foram eles os responsáveis.
Claro que sou a favor de que a verdade seja mostrada a toda a população. Mas sem sensacionalismo, por favor! Não se pode fazer disso um maneira de lucrar.
E olha que dá dinheiro.

Eu realmente não queria me manifestar, para não ser mais uma fonte do delicado caso.
Eu queria esquecer tudo isso e continuar crendo no ser humano. Afinal, eu sei que tem bastante gente por aí querendo fazer os verdadeiros culpados pagarem.
Ah, se na política também fosse assim...

21 de fevereiro de 2008

Salve o Planeta Navegando


Que tal ajudar a impedir o agravamento do Aquecimento Global sem precisar sair da frente do seu PC?
Sim, isso já é possível. E sem gastar um tostão.
O
Click Árvore é um programa de reflorestamento com espécies nativas da Mata Atlântica pela Internet. Cada clique que o usuário dá corresponde ao plantio de uma árvore, custeado por empresas patrocinadoras.
O site também conta com com textos sobre reflorestamento, promoções e produtos à venda.

Divulgue essa idéia!

20 de fevereiro de 2008

13 de fevereiro de 2008

Um Pica Pau chamado Mario

Durante minha temporada em Tramandaí, conheci um garotinho no auge de seus cinco anos [e meio]. Morador da grande Porto Alegre. Garotinho de apartamento.
Numa conversa com o meu pai sobre a possibilidade de visitarmos a Casa de Cultura Mario Quintana quando fossemos pra capital gaúcha, ele nos interpelou dizendo que conhecia o local.

- E o Mario Quintana já morreu. Morreu de verdade. E daí virou passarinho.

Ele se referia ao tão conhecido poema do poeta:

"Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho
Eles passarão
Eu passarinho
"

- Aí ele morreu e virou um Pica-pau. Pica-pau é um tipo de passarinho. Já pessoas más, depois que morrem, viram Zeca Urubu.

É, Mario. Estás bem cotado entre as crianças!
E tal garotinho deixou de ser apenas um garotinho de apartamento...